segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

LIGA TAQUARENSE DE FUTEBOL DE BOTÃO.RODA 21/11


CAMPEÃO: Liverpool
 Arsenal  4 x 0  Real Madrid        
Arsenal  4 x 2  Grêmio Bagé

Liverpool  4 x 3  Pedregosa
Arsenal  5 x 5  Pedregosa

Liverpool  5 x 0  Real Madrid
Pedregosa  2 x 1  Grêmio Bage
Liverpool  5 x 3  Arsenal
Real Madrid  0 x 3  Pedregosa
Grêmio Bagé  2 x 0  Real Madrid
Liverpool  5 x 3  Grêmio Bagé

sábado, 21 de novembro de 2009

DICA DE FILME DO MÊS



FOGO CONTRA FOGO – (HEAT) 1995

Diretor: Michael Man


Além de ser um dos melhores filmes de ação por tratar com bastante realidade as cenas de confronto armado, “Fogo Contra Fogo” tem uma das cenas favoritas de um bom cinéfilo, a conversa entre os personagens de Robert De Niro e Al Pacino em um café de beira de estrada. De Niro interpreta o “vilão” e Pacino o “mocinho”, acontece que na trama tão bem arquitetada por Michael Mann, o vilão e o mocinho se confundem, pois a carga emocional despejada durante todo o filme nos remete a uma sensação de solidariedade para com o “vilão”, visto sua solitude e desapego ao próximo e de desprezo para com o “mocinho” por deixar a família em segundo plano quando se trata do seu trabalho. Esta cena personifica um verdadeiro paradoxo onde o bem e o mal se encontram, mas não se encostam, apenas denotam a motivação de cada um, com respeito e muita tensão disfarçada. A dramaticidade é apimentada com grande atuação de Val Kilmer, braço direito de De Niro e jogador compulsivo que tenta salvar seu casamento em meio a roubos e tiros em pleno centro de Los Angeles. O diretor foi brilhantemente eficaz no que diz respeito ao conteúdo do filme, tratando a fidelidade e profissionalismo do bando de De Niro com humanidade e a determinação e perspicácia de Al Pacino com muita intensidade, mostrando uma relação quase que simbiótica entre os dois, onde um não existiria sem o outro.


Dica: Junior Steigleder (Xuxo)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DICA DE DISCO DO MÊS


GENESIS – SELLING ENGLAND BY THE POUND (1973)

Primeiro veio o pedido, depois a exigência do Marcelinho para que eu escrevesse sobre algum álbum que tenha marcado a minha trajetória como roqueiro. Pensei logo: “Tem que ser algum disco do Genesis”, minha banda preferida de rock progressivo, aquele tipo de som “viajante”, com muitos acordes, às vezes dissonantes, que marcou a passagem dos lisérgicos anos 60 para os 70, onde tudo foi permitido em matéria de rock. Apesar de ter apenas oito anos de idade em 1973, ano em que foi lançado o álbum “Selling England by the Pound”, comecei a ouvir seus melodiosos acordes um par de anos depois, graças ao “Mão”, apelido do irmão mais velho que dividia o quarto comigo, e que já colecionava discos de outras bandas famosas entre os roqueiros daquela década, como Pink Floyd, Led Zepellin, Deep Purple, Black Sabbath, The Who, Yes, Jethro Tull, além dos já consagrados Beatles e Rolling Stones.
É bom lembrar que naquela época os discos eram gravados em vinil (sabem o que estou falando ?) e demoravam no mínimo 2 anos para serem lançados por gravadoras nacionais depois de seu lançamento nos seus países de origem.
Bom, mas voltando ao quarto dos irmãos Bido e Mão, eu agora com meus 10 anos de idade e ele com seus 21, era normal acordar no meio da madrugada ao som de um disco de Genesis que tocava na vitrola. E foi assim que fui acostumando o ouvido com aquele tipo de som. Mais tarde, após a fase “metaleira” pela qual quase todo adolescente passa e que naquela época despontava com os primeiros álbuns do Iron Maiden, me voltei novamente ao som progressivo do Genesis, Pink Floyd, Yes e outros, começando a adquirir seus discos.
Nesta fase, era comum entre os amigos, cada um ter sua banda preferida, muitas vezes uma em cada estilo, então no rock progressivo escolhi o Genesis, enquanto outro tinha escolhido o Yes, outro o Pink Floyd, outro o Jethro Tull, outro o Rush (é isto mesmo, o Rush, apesar de seu som pesado, também foi considerado progressivo). E cada um defendia ferrenhamente a sua banda preferida, seus músicos eram os melhores em qualquer lista de melhores, não haviam concessões a serem feitas.
Foi aí que meu “irMão”, casado e pai de uma filha, começou a se desinteressar de seus velhos discos de rock e eu comecei a desfrutar de sua coleção, onde figuravam entre outros este maravilhoso “SEBTP”, onde Peter Gabriel, Tony Banks, Steve Hackett, Mike Rutherford e Phil Collins colocavam todo o seu talento musical a mostra, em longas canções recheadas de arranjos com quebradas de tempo, alterações de estilo, solos com todos os instrumentos e letras que contam histórias cheias de críticas aos costumes da velha Grã-Bretanha como em “Dancing With the Moonlit Knight” (8:02), “I Know What I Like (In Your Wardobe)” (4:07), ‘Firth of Fifth” (9:35), “The Battle of Epping Forest” (11:49), “The Cinema Show” (11:06) e a derradeira “Aisle of Plenty” (1:32), além da instrumental “After the Ordeal” (4:13). Quem conhece este disco deve estar pensando: Mas tem também “More Fool Me” !!! Sim, tem, mas confesso que devo ter escutado poucas vezes esta irritante faixa, com vocais chorosos do principiante vocalista (e excelente baterista) Phil Collins.
“Você poderia me dizer onde se encontra meu país?”, disse o unifaun aos olhos do seu verdadeiro amor. “Ele encontra-se comigo!”, gritou a Rainha do Talvez – Pela sua mercadoria, ele trocou seu prêmio. Este trecho da faixa “Dancing With The Moonlit Knight” mostra o teor das letras deste álbum, onde aparecem o unifauno, mistura de unicórnio com fauno, trocadilho para uniforme, farda, representando a velha Inglaterra, assim como a Rainha do Talvez representa a Inglaterra moderna.
Enfim, este é o disco básico para quem quer conhecer o Genesis... e se apaixonar, como eu.
Pra baixar é só garimpar um pouco com a ajuda do Google, digitando: Genesis Selling England by the Pound blogspot, tem vários links.
Outros títulos do Genesis que valem muito à pena conhecer: Foxtrot (1972), Live (1973), The Lamb lies down on Broadway (1974), Nursery Cryme (1971), Trespass (1970).



Por Bernardo Barth (Bido)